História

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Antes de Cristo
• Ninguém sabe ao certo quando foi primeiramente utilizado o alumínio. No entanto, crê-se que as civilizações mais antigas utilizavam argila com óxido de alumínio para fabricar recipientes (cerâmica, panelas), em cosméticos e medicamentos (como adstringente para parar hemorragias), em corantes de tecidos e até mesmo como ingrediente no fermento em pó.
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Depois de Cristo
• Nesta época, um imperador de nome Tibério apresentou um cálice muito leve e bonito, feito de um metal prateado. Mas, contrariamente à gratidão que seria esperada, cortaram-lhe a cabeça e destruiram a peça, de forma evitar uma queda nos preços do ouro e da prata.
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Séc. XVI
• Paracelsus separou, a partir do alumen, uma terra aluminosa que continha o óxido de um metal, na altura desconhecido.
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Séc. XVIII
• Em 1750, Andreas Marggraf, um químico alemão, repetiu a experiência, onde denominou o óxido de alumínio (Al2O3) de "alumina" (em latin alumen). A partir desse momento, a comunidade científica tomou conhecimento da existência do alumínio. No entanto, como não foi separado na forma pura, não foi realmente reconhecido.
• Em 1761, Louis-Bernard Guyton de Morveau propôs o nome "alumine" para a base do alumínio.
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1807
• Humphrey Davy propôs o nome "alumium" para o metal, quando estabeleceu a sua existência. Tentou, sem sucesso, produzir alumínio através da eletrólise de uma mistura de óxido de alumínio e de potássio.
• Pouco tempo depois, o nome "alumínio" foi adotado pela IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry).
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1821
• Pierre Berthier, um geólogo e mineralogista francês, descobriu um minério avermelhado numa aldeia no sul de França, com 52% de óxido de alumínio. Denominou-o de bauxite, o minério mais encontrado no alumínio.
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1825
• Hans Christian Oersted isolou pela primeira vez alumínio, reagindo cloreto de alumínio com uma amálgama de potássio (uma liga de potássio e de mercúrio). Aquecendo a amálgama de alumínio resultante sob pressão reduzida, fez com que o mercúrio se evaporasse, deixando uma amostra pura de alumínio.
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1827-1845
• Friedrich Wohler, um cientista alemão, aproveitou a experiência de Oersted e passou 18 anos a tentar produzir um lingote de alumínio. Aqueceu uma mistura de cloreto de alumínio e potássio e encontrou um método melhor para a desidratação do produto final do alumínio. Desta forma, o alumínio puro apresentava-se na forma de um pó cinzento e tornou-se possível produzi-lo, embora fosse um processo muito dispendioso. O cientista também estabeleceu muitas das propriedades metálicas do alumínio, como a densidade e a leveza.
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1854
• Henri Sainte-Claire Deville, um químico e industrialista francês, criou o primeiro processo de produção comercial de extracção de alumínio. Melhorou o método de Wohler, substituindo o dispendioso potássio por sódio. O preço do alumínio, que era inicialmente mais caro do que o ouro e a platina, sofreu uma queda de 90% durante os dez anos seguintes.
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1886
• O processo de fundição usado actualmente foi descoberto quase simultaneamente, mas de forma independente, nos Estados Unidos e na França por Charles Martin Halle Paul e Lois Toussaint Héroult. Ambos dissolveram óxido de alumínio em criolite fundida (fluoreto de alumínio e sódio) e extrairam o alumínio por eletrólise, fazendo passar por este uma poderosa corrente elétrica precipitando o alumínio fundido - o processo Hall-Heroult. No entanto, a grande quantidade de energia necessária para o processo electrolítico limitava a produção do alumínio.
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1888
• O sucesso do processo Hall-Héroult aumentou quando o austríaco Karl Bayer o desenvolveu, onde a alumina era extraída a partir da bauxite, sendo posteriormente convertida em alumínio. Estas mudanças contribuíram para o nascimento da indústria do alumínio. O processo Bayer mantém-se inalterado e actualmente é utilizado como passo intermédio na produção do alumínio.
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1900 até presente
• Alguns líderes empresariais e industriais dos EUA rapidamente reconheceram as vantagens da utilização do alumínio. As linhas de transmissão de energia e os fios eléctricos dos comboios foram os primeiros a beneficiar dessas vantagens. O seu uso a nível industrial iniciou-se com motores, como o do primeiro avião biplano e das naves espaciais. Durante esta época, a "Aluminum Association" foi fundada.